terça-feira, 27 de julho de 2010

Palavras inexistentes


Quem me dera que pudesses aceitar tudo o que tenho para te dizer , não apenas as coisas boas , mas também os defeitos que tens ... Pois eu aceito-os , mas tenho pena que tu não consigas aceitar os meus , apesar de seres quem és .
Agora entendo que nunca te poderei agradar por completo , ainda não percebo o porquê , talvez por minha culpa , talvez por tua , talvez por culpa das duas , mas sei que é verdade .
Eu amo-te do fundo do meu coração . Mas não esperarei mais por uma coisa que sei que nunca me darás, apesar de ser muito fácil de dar a alguém : palavras .
Por isso , um dia quando te apetecer dizer-me que fiz bem , eu já não precisarei dessas palavras .



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Palavras

PALAVRAS ... podem ser doces, suaves, amargas e ásperas ... 
... podem dizer-nos tudo ... como podem dizer-nos nada . 
A verdade é que são importantes . Quando pensamos em algo , definimos os nossos pensamentos com palavras, além de imagens . Quando pensamos em algo que possa ser importante , algo que tem um grande significado para nós , esses pensamentos continuarão a ser importantes apenas para nós , no entanto , se os exprimirmos por palavras eles poderão tornar-se importantes também para outros . Essa é uma das razões pela qual muitas pessoas escrevem , brincando com as palavras , usando-as , por vezes , com uma pitada de magia ou um q.b. de realidade , como se , juntas de uma receita se tratassem .
As palavras são a diferença entre a guerra e a paz . Todos os problemas são impossíveis de resolver se elas não existirem , seja pela boca de um surdo , como pelos dedos de um cego .
Algumas são difíceis de dizer , por significarem tanto ... essas podem deixar uma pessoa nua , apesar de ela estar coberta de roupa . Elas mostram o que somos e como somos , abrem-nos caminhos que nada mais abre e fecham brechas que nada mais pode fechar .
Têm tanto para dizer que é impossível dizer tudo . São indefinidas . 
No entanto ...

Definem-nos . Formam-nos . Mostram -nos .

Dolorosas , calorosas , são todas necessárias .



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pequeno Mocho



No meio da escuridão o pequeno mocho vê tudo o que o rodeia . Aos poucos o seu coração vai enchendo-se de tristeza, sente-se sozinho, perdido na noite e olha para o horizonte à espera do raiar do sol, que tarda em chegar com a esperança de que o pequeno mocho precisa para tentar fazer algo que deseja... O seu pequeno sonho é poder ficar acordado durante o dia e dormir durante a noite. Ele já não gosta da noite, sente-a a a engoli-lo, sente-se sufocado e uma tristeza pura desperta no seu doce coração . 
Sozinho, o pequeno mocho espera por uma mudança . Ele já sabe que o mundo está sempre a mudar e, por isso, espera que possa realizar o seu sonho ou que possa voltar a gostar da noite . 
Entretanto ele vai continuar a sentir-se perdido, como se não pertencesse nem a um mundo nem a outro. Até que o tempo passe e tudo volte a mudar e o pequeno mocho volte a encontrar o seu rumo .


(como? não sei ... apenas não queria...)