domingo, 28 de novembro de 2010
Lost words
I'm afraid... afraid of doing that face in front of you.
The face that will tell you that... I love you .
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
conselho
Se não consegues sorrir, pensa naqueles que sofrem quase todos os dias da sua vida, naqueles que têm uma doença incurável ou realmente grave e não desistem, continuando sempre a lutar contra ela. Pensa em todas estas realidades.
Pensa nestas poucas palavras e sê feliz !
Vive a vida e enfrenta-a sempre com um sorriso . : )
Pensa nestas poucas palavras e sê feliz !
Vive a vida e enfrenta-a sempre com um sorriso . : )
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A última carta
Aquela simples carta entrou em minha casa, sem que eu soubesse o quanto me iria mudar, o quanto iria mudar a minha vida.
Dizia:
"Não sei quem és, como te chamas, ou como vives a tua vida. Quero apenas deixar algo que a vida me ensinou, um pequeno conselho que te poderá ser útil: ouve os outros, mesmo quando eles não falam. Isto pode salvar vidas, sabes ?
Sinto que a vida é cada vez mais vã, povoada de inúteis futilidades e, infelizmente, também egoísmo. Eu, também devia ter sido mais altruísta, admito. E arrependo-me de não o ter sido, de todas as horas em que pensava apenas no meu umbigo, nas minhas necessidades. Eu também tenho a perfeita noção que me estou a contradizer neste momento, pois, ter-te enviado esta carta, tem a sua cota parte de egoísmo. Mas acho que já chega de falar sobre esta pesada palavra.
Continuando... tudo à minha volta está cada vez mais opaco. Já nada brilha, já nada me chama a atenção ... nem a música, uma das coisas mais preciosas na minha vida, me fala mais. Ficou muda, de repente, como se a fita acabasse. Ou, simplesmente, tivesse deixado de existir.
Já não me encaixo em nenhum dos mundos à minha volta, cada vez mais atravesso portas que não vão dar a lado algum... pois nenhuma delas me leva onde quero ir. Perdido. É o meu estado neste momento e o mais preocupante é que não me consigo encontrar. Não é por falta de tentativas. Cada vez que encontrava um mundo novo, tudo corria normalmente, quase bem. Mas ... subitamente aparecia. Um monstro que parece perseguir-me para onde quer que vá. E, assim, mais uma vez, saía desse mundo por uma nova porta que me levava para outro, onde o ciclo começava, comigo sozinho, mais uma vez.
Eu tentei fechar os olhos, tentei não pensar, tentei bloquear o meu sombrio discernimento, mas ele venceu-me. Aí percebi, que já não conseguia divertir-me, aproveitar fosse o que fosse.
A minha vida estava igual às rosas que deixei ontem na campa da minha mãe. Murcha. Insignificante.
Sabes, o tempo passa, mas não é invencível. Há histórias, acontecimentos que persistem na única coisa que consegue se opor ao tempo, a memória. No entanto, esta só vence por vezes... E, para minha desgraça, a minha fortuna ditou que a minha memória vencesse este duelo tão antigo quanto o primeiro homem.
Não desejo voltar atrás, garanto-te. Mas também não consigo aceitar as mudanças crescentes que tornaram o meu mundo irreconhecível. E que, aos poucos o desfizeram.
Deves estar a perguntar-te, qual é a relação que isto tem com o meu conselho.
Na verdade, mais do que pensas, asseguro-te.
Sabes, ao mesmo tempo que perdi o meu mundo, também perdi tudo o que fazia parte dele, incluindo as pessoas. O diálogo acabou. Não conseguia falar e, elas também não conseguiam ouvir. As ligações enfraqueceram até que o frágil fio que restava se quebrou.
Mais ninguém me ouviu a partir daí. Já ninguém me compreendia ou via com vontade de ver.
A rotina de saltar de mundo em mundo enfraqueceu-me, tornei-me tão quebradiço como um copo de cristal.
E, mais uma vez, estava outra vez sozinho. Ninguém me podia salvar agora.
Aí, compreendi. Todo o final é solitário, tal como eu fui nos últimos tempos.
Por isso, já nada me resta. Este é o meu final.
E, por isso, antes das cortinas se fecharem de vez, queria apenas deixar este conselho.
Espero que estimes este conselho e o uses, se for necessário, e, ao mesmo tempo, espero que nunca o tenhas que utilizar. Porque ele não foi utilizado...
O cansaço atordoa-me cada vez mais. Parece que os comprimidos estão a fazer efeito.
Agora vou entregar-te esta carta e visitar uma última vez a campa da minha mãe.
Provavelmente vou ficar lá, é mais simples desta forma.
Adeus ,
Levi"
Esta carta abriu-me os olhos e estou imensamente agradecida a quem me a enviou. Realmente salvou vidas.
Dias mais tarde, depois da chegada desta carta, soube que fora encontrado um corpo no cemitério. Alguém morrera lá. O nome dele era Levi.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Conversas comigo própria .
O mais difícil é sempre começar , por isso é mais fácil dizer isto mesmo .
Hoje vou falar sobre mim .
Adoro Fotografia . Adoro o Egipto (tenho que ir lá pelo menos uma vez na minha vida). Adoro abraços, principalmente fortes e aconchegantes, para mim é o gesto mais pessoal, íntimo e poderoso entre duas pessoas, pode-nos dizer tanta coisa um simples abraço . Recentemente descobri o meu gosto por capuccinos . Adoro viajar, por isso quero um emprego que me permita fazer isso com alguma frequência . Não consigo viver sem música nem livros . Gosto de fazer listas . Gosto de ser organizada no termo certo , isto é, ter tudo organizado, menos a roupa espalhada em cima da cadeira do meu quarto . Gosto de peluches . Adoro chocolate quente . Gosto de apertar os meus gatos quando têm o pelo fofinho e espesso . Adoro beber um chocolate quente ou um capuccino quentinho à beira da minha lareira com uma camisola quente ou o pijama, enrolada na minha manta verde a ver um bom filme . Adoro sorrir, fazer alguém sorrir e observar os sorrisos dos que me rodeiam, porque os sorrisos também falam, mas falam a sua própria língua .
Por vezes não gosto de me sentir insignificante, no entanto, gosto de o ser quando preciso de um refúgio . A fotografia também é um refúgio meu . Odeio sentir-me ridícula ou idiota e de ter a tendência de me sentir totalmente insignificante quando estou com um grupo de amigos maior . Não gosto de me destacar, (pelo menos de forma errada) no entanto, gostava de me sentir especial, nem que fosse de vez em quando, principalmente para alguém . E odeio saber que até sou especial para alguém, mas que não mo provam . Odeio ser tão carente , querer tanta atenção , precisar de tanta atenção . Odeio ainda mais não a ter . E odeio sentir-me impotente e fraca quando estou carente , tendo que me convencer a mim própria que sou forte , quando sei que é mentira . Por vezes, desejo estar doente, para tentar obter mais atenção, mas depois recordo-me que mesmo assim não iria ter a atenção que necessito e aí desejo ficar doente para poder ficar com um pouco mais de sabedoria e, assim, não pensar em tantos disparates (como em mim própria). Não gosto de me sentir sozinha . Odeio a hipocrisia . Odeio querer sempre mais e, por isso, odeio a insatisfação . Não gosto de ser tão indecisa por vezes e, por isso, não compreendo como consigo ser tão decidida outras vezes . Não gosto de discussões por causa de coisas insignificantes . Não gosto que repitam sempre a mesma coisa , irrita-me . Odeio sentir-me sufocada e também frustrada . Odeio ser tão egoísta às vezes .
Adoro a imaginação , principalmente a minha . Ela é o meu mais poderoso refúgio, a minha mais fiel salvadora . Por vezes, termino histórias na minha cabeça e fico com uma ideia tão forte sobre o seu final , que começo a representar sem me aperceber . Outras vezes, começo histórias que voam e voam, mas não vão a lado nenhum e desvanecem-se no silêncio .
Desejo tanto que alguém me compreenda sem eu ter que dizer uma palavra . Nunca passou por mim alguém completamente assim . Quero alguém que me compreenda ao longo de toda a minha vida, não apenas numa das suas partes .
Adoro a Natureza e, sinceramente não tenho medo da sua força, porque é a única coisa neste mundo que pode parar os Homens e (apesar de vos parecer estranho) tranquilizo-me com essa ideia .
Adoro a Natureza e, sinceramente não tenho medo da sua força, porque é a única coisa neste mundo que pode parar os Homens e (apesar de vos parecer estranho) tranquilizo-me com essa ideia .
Quando penso no futuro tenho medo . Medo de não conseguir o que quero e ser infeliz, mas ainda não decidi se isso é bom ou mau . Porque isso, incentiva-me a trabalhar mais e a ser prudente, além disso, não penso que o futuro seja assustador ou algo assim, mas tenho medo por mim, de não conseguir o que quero .
Odeio pensar tanto e, por isso, deixar a vida passar por mim e não a aproveitar .
Escrevi este texto não para me julgarem ou pensarem em mim sequer . Escrevi-o porque me apeteceu e, aproveito e peço-vos para pensarem em vocês próprios . Para pensarem até que ponto se conhecem a vocês próprios para admitirem coisas como estas . Como sabem, é impossível alguém se conhecer a si próprio completamente, pois, na minha opinião, apesar de muitas pessoas dizerem que é impossível mudar, eu não acredito nisso . Eu acredito que todos nós mudamos ao longo das nossas vidas, pelas nossas próprias vidas . Talvez, a essência seja sempre a mesma para cada um, mas ela vai sendo moldada pelos acontecimentos da vida e, por isso, acho que todos nós mudamos profundamente ao longo da vida, por isso nunca nos conseguimos compreender completamente .
E isso, podem vocês ver neste relativamente pequeno texto . Eu não conheço nem metade de mim própria, no entanto, essa é única coisa sobre a qual não consigo pensar ou imaginar muito (apercebo-me apenas, quando é a altura certa, talvez) e, por isso, fico verdadeiramente feliz .
E isso, podem vocês ver neste relativamente pequeno texto . Eu não conheço nem metade de mim própria, no entanto, essa é única coisa sobre a qual não consigo pensar ou imaginar muito (apercebo-me apenas, quando é a altura certa, talvez) e, por isso, fico verdadeiramente feliz .
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