As crianças são inocentes , principalmente porque são ingénuas , conclui a rapariga .
E então chega o seu entendimento e ela apercebe-se que há muito que não é inocente , mas que ainda é muito ingénua ... talvez metade do seu coração ainda seja o de uma criança ... ou talvez ela tenha uma incrível habilidade para acreditar . Mas acreditar em quê ? Pergunta a rapariga a si própria ...
A resposta surge rápida , como se sempre estivesse estado ali , dentro do seu ser : porque ela acredita sempre no bem que há nos outros , aliás ela prefere ver o melhor dos outros .
Daí surge o choque ... quando descobre coisas muito pouco inocentes sobre as pessoas com quem falou , com quem já conviveu há muito e pouco tempo ....
E então chega o seu entendimento e ela apercebe-se que há muito que não é inocente , mas que ainda é muito ingénua ... talvez metade do seu coração ainda seja o de uma criança ... ou talvez ela tenha uma incrível habilidade para acreditar . Mas acreditar em quê ? Pergunta a rapariga a si própria ...
A resposta surge rápida , como se sempre estivesse estado ali , dentro do seu ser : porque ela acredita sempre no bem que há nos outros , aliás ela prefere ver o melhor dos outros .
Daí surge o choque ... quando descobre coisas muito pouco inocentes sobre as pessoas com quem falou , com quem já conviveu há muito e pouco tempo ....
Gostei do texto, embora discorde do mesmo num pequeno detalhe: não existem coisas pouco nem muito inocentes. A inocência ou ingenuidade estão contidas na pessoa que pratica a acção. Porque talvez a maior prova de ingenuidade seja quando alguém assume perante uma outra pessoa em quem tanta confiança deposita que cometeu esses gestos que descreves como pouco inocentes, assumindo ingenuamente que tem de mostrar todas as suas facetas, todo o seu negro. E quem escuta essa confissão fica assustado, esquecendo toda a confiança, procurando alguém que não seja ingénuo mas pouco inocente, pois só esse conseguirá apenas mostrar bondade. Esse perdeu a inocência porque deixou de se mostrar completamente, e quem foi ter com ele continua enganado pois tem a convicção que quem mostra apenas bondade é sincero. Ou seja, ser-se ingénuo não é querer ver apenas o melhor no outro, mas achar que o outro irá compreender e não temer o pior assim que este é revelado. E o inocente... É apenas aquele que não tem idade para cometer erros. Depois disso, resta continuar ingénuo ou não. Resta reparar erros. Do próprio e dos outros.
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