quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vida Amadurecida

O que pensas da vida? , nunca me fizeram esta pergunta, mas se fizessem eu tinha uma reposta. Provavelmente seria algo parecido com aquilo a que a minha professora de filosofia chama de opinião. Peço desculpa, mas ainda é apenas isso que eu posso ter, uma opinião.
Não sou filósofa nem cientista para falar filosoficamente ou cientificamente, mas penso que tenho vocabulário suficiente para mostrar a minha opinião.
Além disso e apesar de tudo, o mundo ainda é maioritariamente construído por opiniões, nunca ninguém consegue ter a certeza absoluta de algo, a não ser que tenha um truque ou que compreenda muitas coisas, por assim dizer.
Eu gosto de pensar na vida como uma rosa, com os seus espinhos ameaçadores. Porquê? Bem isso é simples.
Todos sabem que a vida de cada um tem obstáculos, algumas mais do que outras, mas isso não quer dizer que alguém tenha uma vida mais complicada do que a de outra pessoa. Eu acredito que NÃO se pode comparar vidas.
Cada pessoa é como é, tem a sua personalidade e a sua própria experiência de vida. Isto é o que nos distingue verdadeiramente, não a nossa aparência, mas o nosso interior.
Assim sendo, cada um vive a sua vida à sua própria maneira. A vida não é feita para as pessoas, é feita pelas pessoas.
Quando penso na minha vida, eu não acho que ela seja mais difícil ou mais fácil do que a dos outros. Apenas acho que vão ser as minhas atitudes que a vão tornar mais fácil ou mais difícil dependendo da forma como enfrento os espinhos que aparecem ao longo da rosa.
Neste momento, considero que as memórias que fiz no passado, faço no presente e farei no futuro, quer sejam de momentos difíceis ou momentos de felicidade, são todas importantes.
Não gosto de aplicar os termos felizes ou infelizes às memórias, porque ambas me fazem crescer e amadurecer, pelo que prefiro chamá-las de importantes.
Porque a vida é mesmo assim, é feita de momentos felizes e infelizes dos quais derivam memórias importantes, sempre significativas.
Mas viver não está apenas em recordar, mas em sentir o momento, quer seja feliz ou triste. Perante momentos de felicidade devemos aproveitá-los ao máximo, vivendo-os intensamente. Frente a momentos de tristeza, também devemos vive-los, ultrapassando-os com todas as nossas forças, sozinhos ou acompanhados, sempre aprendendo e crescendo.
Sempre estaremos acompanhados de alguém muito importante, o tempo, que corre depressa quando estamos felizes e devagar quando estamos infelizes. No entanto, é o único que nos ensina a viver.

1 comentário:

  1. o tempo não ensina a viver. apenas tu podes ter uma ideia do que é viver, baseando-te na tua experiência ao longo do tempo e na forma como vives os momentos com os outros. quanto aos momentos, concordo inteiramente, não são felizes nem tristes, são importantes para aquilo que somos agora. tínhamos de passar por tudo o que passamos para ser o que somos hoje. se as coisas fossem diferentes? seríamos diferentes, podiamos ser melhores ou piores, mas sempre diferentes...

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