domingo, 19 de dezembro de 2010

A palavra L

Ela esperava. Eram já quatro da manhã. O seu rosto estava sereno e confiante, pois, depois de tudo o que tinham passado, ela acreditava nele com todas as suas forças.
Um clique ecoou no sombrio apartamento. Ele tinha chegado.
Ela estava no quarto há sua espera tal como lhe prometera. Ele sorria, pensando em tudo o que acontecera até àquele momento. Eles estavam finalmente livres: livres para se amarem, livres para viverem juntos, livres para se aceitarem completamente, livres .
Ele sentou-se na cama e ela aproximou-se devagar, abraçando-o lentamente, enquanto ele se deixava ficar e suspirava de alívio e felicidade. 
Então, beijaram-se, acariciaram-se e entregaram-se um ao outro. A noite passou.
O dia amanheceu, vendo o sol a espreguiçar os seus raios. Estes atravessavam a janela batendo no ombro dela, enquanto ele observava esse ponto, pensando que tinha um anjo ao seu lado e, que para sua felicidade, esse anjo era seu.
Ela também estava acordada, observando aqueles olhos escuros, profundos como o próprio abismo, que a olhavam. Agora estava protegida e podia ser feliz outra vez. Um arrepio quente percorreu o seu corpo.
Mais uma vez, abraçaram-se.

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