domingo, 19 de dezembro de 2010

A palavra L

Ela esperava. Eram já quatro da manhã. O seu rosto estava sereno e confiante, pois, depois de tudo o que tinham passado, ela acreditava nele com todas as suas forças.
Um clique ecoou no sombrio apartamento. Ele tinha chegado.
Ela estava no quarto há sua espera tal como lhe prometera. Ele sorria, pensando em tudo o que acontecera até àquele momento. Eles estavam finalmente livres: livres para se amarem, livres para viverem juntos, livres para se aceitarem completamente, livres .
Ele sentou-se na cama e ela aproximou-se devagar, abraçando-o lentamente, enquanto ele se deixava ficar e suspirava de alívio e felicidade. 
Então, beijaram-se, acariciaram-se e entregaram-se um ao outro. A noite passou.
O dia amanheceu, vendo o sol a espreguiçar os seus raios. Estes atravessavam a janela batendo no ombro dela, enquanto ele observava esse ponto, pensando que tinha um anjo ao seu lado e, que para sua felicidade, esse anjo era seu.
Ela também estava acordada, observando aqueles olhos escuros, profundos como o próprio abismo, que a olhavam. Agora estava protegida e podia ser feliz outra vez. Um arrepio quente percorreu o seu corpo.
Mais uma vez, abraçaram-se.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Correr

Tenho vontade de correr . 
Subir, mais uma vez, a mesma velha estrada, rodeada das mesmas velhas árvores . Algumas, mais velhas do que eu, perdidas naqueles intermináveis, e, ao mesmo tempo, breves montes .
Quero ouvir, mais uma vez, os sussurros dessas árvores, as suas pequenas risadas de criança, inocentes, suaves, e gentis, a sua simples felicidade, que corre através dos seus longos galhos e das suas irrequietas folhas.
Quero poder sentir os seus desejos, mais uma vez .
Quero poder ouvir os meus próprios desejos, abandonados, na parte mais profunda do meu coração, os únicos que me mostram as minhas desilusões, as minhas verdades, as minhas perdas, tudo . Todo o meu ser .
Correr, correr freneticamente, desejar, lutar, ter vontade... quero tudo isto, todo este frenesim .
Quero sentir outra vez... sentir esse breve momento em que parece que posso ter tudo, em que posso fazer tudo . Esse momento em que me sinto limpa e pura, como um diamante em bruto . E, nesse momento, a minha única companhia são as velhas árvores, simples e naturais como só elas podiam ser .
Quero liberdade .
Vou correr, mais uma vez .


domingo, 28 de novembro de 2010

pensamentos #7

I wish I mean to you, what you mean to me .

Lost words

I'm afraid... afraid of doing that face in front of you.
The face that will tell you that... I love you .

pensamentos #6

É mais fácil esquecer a perda de um amor, do que a perda de uma amizade .

Sinto saudades .

Saudades do que foi,
saudades do que nunca foi, 
saudades do que será.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

pensamentos #5

Sometimes, I just wonder if you would miss me .

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

conselho

Se não consegues sorrir, pensa naqueles que sofrem quase todos os dias da sua vida, naqueles que têm uma doença incurável ou realmente grave e não desistem, continuando sempre a lutar contra ela. Pensa em todas estas realidades.
Pensa nestas poucas palavras e sê feliz !
Vive a vida e enfrenta-a sempre com um sorriso . : )

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

pensamentos #4

"Hapiness is like thin ice."
from FTLY

A última carta

Aquela simples carta entrou em minha casa, sem que eu soubesse o quanto me iria mudar, o quanto iria mudar a minha vida.
Dizia:
"Não sei quem és, como te chamas, ou como vives a tua vida. Quero apenas deixar algo que a vida me ensinou, um pequeno conselho que te poderá ser útil: ouve os outros, mesmo quando eles não falam. Isto pode salvar vidas, sabes ?
Sinto que a vida é cada vez mais vã, povoada de inúteis futilidades e, infelizmente, também egoísmo. Eu, também devia ter sido mais altruísta, admito. E arrependo-me de não o ter sido, de todas as horas em que pensava apenas no meu umbigo, nas minhas necessidades. Eu também tenho a perfeita noção que me estou a contradizer neste momento, pois, ter-te enviado esta carta, tem a sua cota parte de egoísmo. Mas acho que já chega de falar sobre esta pesada palavra.
Continuando... tudo à minha volta está cada vez mais opaco. Já nada brilha, já nada me chama a atenção ... nem a música, uma das coisas mais preciosas na minha vida, me fala mais. Ficou muda, de repente, como se  a fita acabasse. Ou, simplesmente, tivesse deixado de existir.
Já não me encaixo em nenhum dos mundos à minha volta, cada vez mais atravesso portas que não vão dar a lado algum... pois nenhuma delas me leva onde quero ir. Perdido. É o meu estado neste momento e o mais preocupante é que não me consigo encontrar. Não é por falta de tentativas. Cada vez que encontrava um mundo novo, tudo corria normalmente, quase bem. Mas ... subitamente aparecia. Um monstro que parece perseguir-me para onde quer que vá. E, assim, mais uma vez, saía desse mundo por uma nova porta que me levava para outro, onde o ciclo começava, comigo sozinho, mais uma vez.
Eu tentei fechar os olhos, tentei não pensar, tentei bloquear o meu sombrio discernimento, mas ele venceu-me. Aí percebi, que já não conseguia divertir-me, aproveitar fosse o que fosse.
A minha vida estava igual às rosas que deixei ontem na campa da minha mãe. Murcha. Insignificante.
Sabes, o tempo passa, mas não é invencível. Há histórias, acontecimentos que persistem na única coisa que consegue se opor ao tempo, a memória. No entanto, esta só vence por vezes... E, para minha desgraça, a minha fortuna ditou que a minha memória vencesse este duelo tão antigo quanto o primeiro homem.
Não desejo voltar atrás, garanto-te. Mas também não consigo aceitar as mudanças crescentes que tornaram o meu mundo irreconhecível. E que, aos poucos o desfizeram. 
Deves estar a perguntar-te, qual é a relação que isto tem com o meu conselho. 
Na verdade, mais do que pensas, asseguro-te.
Sabes, ao mesmo tempo que perdi o meu mundo, também perdi tudo o que fazia parte dele, incluindo as pessoas. O diálogo acabou. Não conseguia falar e, elas também não conseguiam ouvir. As ligações enfraqueceram até que o frágil fio que restava se quebrou.
Mais ninguém me ouviu a partir daí. Já ninguém me compreendia ou via com vontade de ver. 
A rotina de saltar de mundo em mundo enfraqueceu-me, tornei-me tão quebradiço como um copo de cristal.
E, mais uma vez, estava outra vez sozinho. Ninguém me podia salvar agora.
Aí, compreendi. Todo o final é solitário, tal como eu fui nos últimos tempos.
Por isso, já nada me resta. Este é o meu final.
E, por isso, antes das cortinas se fecharem de vez, queria apenas deixar este conselho.
Espero que estimes este conselho e o uses, se for necessário, e, ao mesmo tempo, espero que nunca o tenhas que utilizar. Porque ele não foi utilizado...
O cansaço atordoa-me cada vez mais. Parece que os comprimidos estão a fazer efeito.
Agora vou entregar-te esta carta e visitar uma última vez a campa da minha mãe.
Provavelmente vou ficar lá, é mais simples desta forma.

Adeus , 

Levi"

Esta carta abriu-me os olhos e estou imensamente agradecida a quem me a enviou. Realmente salvou vidas.

Dias mais tarde, depois da chegada desta carta, soube que fora encontrado um corpo no cemitério. Alguém morrera lá. O nome dele era Levi.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Conversas comigo própria .

O mais difícil é sempre começar , por isso é mais fácil dizer isto mesmo .
Hoje vou falar sobre mim .

Adoro Fotografia . Adoro o Egipto (tenho que ir lá pelo menos uma vez na minha vida). Adoro abraços, principalmente fortes e aconchegantes, para mim é o gesto mais pessoal, íntimo e poderoso entre duas pessoas, pode-nos dizer tanta coisa um simples abraço . Recentemente descobri o meu gosto por capuccinos . Adoro viajar, por isso quero um emprego que me permita fazer isso com alguma frequência . Não consigo viver sem música nem livros . Gosto de fazer listas . Gosto de ser organizada no termo certo , isto é, ter tudo organizado, menos a roupa espalhada em cima da cadeira do meu quarto .  Gosto de peluches . Adoro chocolate quente . Gosto de apertar os meus gatos quando têm o pelo fofinho e espesso . Adoro beber um chocolate quente ou um capuccino quentinho à beira da minha lareira com uma camisola quente ou o pijama, enrolada na minha manta verde a ver um bom filme . Adoro sorrir, fazer alguém sorrir e observar os sorrisos dos que me rodeiam, porque os sorrisos também falam, mas falam a sua própria língua .
Por vezes não gosto de me sentir insignificante, no entanto, gosto de o ser quando preciso de um refúgio . A fotografia também é um refúgio meu . Odeio sentir-me ridícula ou idiota e de ter a tendência de me sentir totalmente insignificante quando estou com um grupo de amigos maior . Não gosto de me destacar, (pelo menos de forma errada) no entanto, gostava de me sentir especial, nem que fosse de vez em quando, principalmente para alguém . E odeio saber que até sou especial para alguém, mas que não mo provam . Odeio ser tão carente , querer tanta atenção , precisar de tanta atenção . Odeio ainda mais não a ter . E odeio sentir-me impotente e fraca quando estou carente , tendo que me convencer a mim própria que sou forte , quando sei que é mentira . Por vezes, desejo estar doente, para tentar obter mais atenção, mas depois recordo-me que  mesmo assim não iria ter a atenção que necessito e aí desejo ficar doente para poder ficar com um pouco mais de sabedoria e, assim, não pensar em tantos disparates (como em mim própria). Não gosto de me sentir sozinha . Odeio a hipocrisia . Odeio querer sempre mais e, por isso, odeio a insatisfação . Não gosto de ser tão indecisa por vezes e, por isso, não compreendo como consigo ser tão decidida outras vezes . Não gosto de discussões por causa de coisas insignificantes . Não gosto que repitam sempre a mesma coisa , irrita-me . Odeio sentir-me sufocada e também frustrada . Odeio ser tão egoísta às vezes .
Adoro a imaginação , principalmente a minha . Ela é o meu mais poderoso refúgio, a minha mais fiel salvadora . Por vezes, termino histórias na minha cabeça e fico com uma ideia tão forte sobre o seu final , que começo a representar sem me aperceber . Outras vezes, começo histórias que voam e voam, mas não vão a lado nenhum e desvanecem-se no silêncio .
Desejo tanto que alguém me compreenda sem eu ter que dizer uma palavra . Nunca passou por mim alguém  completamente assim . Quero alguém que me compreenda ao longo de toda a minha vida, não apenas numa das suas partes .
Adoro a Natureza e, sinceramente não tenho medo da sua força, porque é a única coisa neste mundo que pode parar os Homens e (apesar de vos parecer estranho) tranquilizo-me com essa ideia . 
Quando penso no futuro tenho medo . Medo de não conseguir o que quero e ser infeliz, mas ainda não decidi se isso é bom ou mau . Porque isso, incentiva-me a trabalhar mais e a ser prudente, além disso, não penso que o futuro seja assustador ou algo assim, mas tenho medo por mim, de não conseguir o que quero .
Odeio pensar tanto e, por isso, deixar a vida passar por mim e não a aproveitar .

Escrevi este texto não para me julgarem ou pensarem em mim sequer . Escrevi-o porque me apeteceu e, aproveito e peço-vos para pensarem em vocês próprios . Para pensarem até que ponto se conhecem a vocês próprios para admitirem coisas como estas . Como sabem, é impossível alguém se conhecer a si próprio completamente, pois, na minha opinião, apesar de muitas pessoas dizerem que é impossível mudar, eu não acredito nisso . Eu acredito que todos nós mudamos ao longo das nossas vidas, pelas nossas próprias vidas . Talvez, a essência seja sempre a mesma para cada um, mas ela vai sendo moldada pelos acontecimentos da vida e, por isso, acho que todos nós mudamos profundamente ao longo da vida, por isso nunca nos conseguimos compreender completamente .
 E isso, podem
vocês ver neste relativamente pequeno texto . Eu não conheço nem metade de mim própria, no entanto, essa é única coisa sobre a qual não consigo pensar ou imaginar muito (apercebo-me apenas, quando é a altura certa, talvez) e, por isso, fico verdadeiramente feliz .





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

pensamentos #3

I want to feel special , but I'm like everybody else , so I'm just another ordinary person in this vast world .

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A velha casa

Ele esperava por ela, ao lado da velha casa abandonada no alto da colina . Apesar de ser velha e degradada, aquele era o pequeno paraíso deles . Não havia mais ninguém que os pudesse encontrar ali , onde os seus problemas deixavam de existir assim que passavam a soleira da porta . Um refúgio . Mal se avistavam corriam um para o outro abraçando-se como se já não estivessem juntos à séculos . Era um lugar tão perfeito que tudo parecia efémero e frágil , onde um momento podia acabar num pequeno instante com um simples toque .
Escondiam-se , não porque queriam , mas porque não tinham escolha . No mundo real não podiam estar juntos, apenas neste que é quase um sonho . Entravam no interior da casa, outrora completamente coberto de pó . Agiam como se tivessem vivido naquela casa durante toda a sua vida . Na sala havia um velho piano onde ele tocava músicas de acordo com o seu humor. Hoje sentia-se nostálgico . Ela movia-se rapidamente de um lado para o outro, preparando a refeição para ambos na pequena cozinha improvisada . Não tardou em se sentarem ambos à frente da lareira, que fora acesa entretanto . Jantavam falando dos seus sonhos e desejos, tal como nos outros dias . No final, deitaram-se no velho colchão que trouxeram juntos de casa dela , sem ninguém reparar . Acarinharam-se, sorrindo um para o outro na tentativa de aquecerem as suas almas . Abraçados adormeceram, sentindo o cheiro um do outro e ainda sorrindo .

domingo, 19 de setembro de 2010

querer

Falta sempre algo . O humano é um ser tão curioso . Pode ter tudo , no entanto sente sempre a falta de algo . E esse algo deixa um vazio no coração . Então começamos a pensar que afinal não temos tudo . E o que de repente é estável e feliz , fica instável e miserável . Porém existem coisas que só o tempo nos pode dar e quando queremos uma dessas coisas , não há nada mais a fazer senão ser paciente ou aprender a fazê-lo . Uma virtude muito importante na vida , pois nunca poderemos ter tudo o que desejamos e teremos sempre que esperar por algo . Somos escravos da nossa vontade e ambição , pois enquanto estas não estiverem satisfeitas , a felicidade do que temos será esquecida e o seu lugar ocupado pelo pensamento do que não temos .

O ser humano quer ser sempre mais e isso será a fonte da sua destruição .

O horizonte

Ele sabia das suas preocupações , por isso quando ela chegou e olhou-o nos olhos ele soube imediatamente . Correu a abraça-la , apertando-a contra si como se não houvesse amanhã . No meio da multidão que chegara com ela à escola ninguém se apercebera da história por trás daquele abraço tão poderoso e ao mesmo tempo gentil que escondia as lágrimas dela . A manhã passou , cada aula parecendo mais longa do que a anterior , mas isso não lhe interessava e a única coisa que lhe relembrava que ela não estava a ter um mau sonho era a presença dele ao seu lado . A melancolia apoderou-se do seu coração nesse dia , não falava com ninguém , mal reparava que por vezes lhe dirigiam a palavra ... À tarde já não aguentava mais estar na escola , viera apenas porque queria vê-lo e queria que ele soubesse . Por isso , saíram da escola para não mais voltar nesse dia . Foram para o seu refúgio , onde passavam grande parte do tempo em que se encontravam a sós . Um pedacinho de paraíso no meio da cidade , onde um simples , mas belo jardim lhes permitia contemplar o horizonte . Ficaram calados e abraçados maior parte do tempo . Quando o pôr-do-sol chegou ele afirmou firmemente aquilo que a fizera triste : Tens cancro e vais ter que lutar contra ele . Ela foi atingida por aquela declaração de forma violenta ... Ele estaria sempre ao lado dela , ela não precisava que ele lhe dissesse isso , mas esquecera-se de algo ainda mais importante : ela podia lutar , lutar  com todas as suas forças ... e , inesperadamente , um sorriso aflorou aos seus lábios enquanto contemplavam o horizonte .

sábado, 18 de setembro de 2010

a escrita .

A escrita é algo engraçado . Por vezes aparece do nada , facilmente vem à cabeça uma história ou só mesmo uma cambada de palavras a que chamamos texto . No entanto , há sempre uma ideia , por vezes criada pela imaginação e outras vezes pela necessidade . 
Às vezes invejo (de uma forma saudável) aqueles que têm o dom de escrever . Deve ser maravilhoso ter uma história na cabeça . Eu não tenho esse dom , a minha imaginação nem sempre acompanha o ritmo dos meus dedos , mesmo quando eles conseguem ser bastante lentos . 
A minha escrita nada tem de especial na sua forma criativa . As palavras ou até mesmo os temas aparecem do nada na minha cabeça , mas a partir de certa altura já não é a minha mente que dita as palavras dos meus textos , mas o meu coração .
E sei que algo se cria , algo a que dou valor , apesar de saber que não é maravilhoso ou mesmo belo para quem gosta de ler .
Acho que são desabafos tanto da mente como do coração . 

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Selo Big City Dreams


Tarefas do selo:

1. Se pudesses pedir três desejos ao génio da lâmpada do Aladino, quais seriam os sonhos que realizarias?

1º. Encontrar alguém que me pudesse dar a atenção que preciso .
2º. Ter paz na minha vida , na daqueles que amo e , claro , no resto do mundo .
3º. Ter tudo que vou precisar ao longo da vida para ser feliz , principalmente .


2. Comentar o blogue de quem criou o selo.
Já comentei o blogue da Diana que criou o selo e também o blogue "um ego enorme " , do daniel , que me ofereceu o selo.


3. Oferecer o selo.

Ofereço-o à Rosa , do blog http://tempodepassagem.blogspot.com/ .

... pensamentos ... #2

Por vezes a mente tem consciência do que existe , mas o coração não o sente .

terça-feira, 27 de julho de 2010

Palavras inexistentes


Quem me dera que pudesses aceitar tudo o que tenho para te dizer , não apenas as coisas boas , mas também os defeitos que tens ... Pois eu aceito-os , mas tenho pena que tu não consigas aceitar os meus , apesar de seres quem és .
Agora entendo que nunca te poderei agradar por completo , ainda não percebo o porquê , talvez por minha culpa , talvez por tua , talvez por culpa das duas , mas sei que é verdade .
Eu amo-te do fundo do meu coração . Mas não esperarei mais por uma coisa que sei que nunca me darás, apesar de ser muito fácil de dar a alguém : palavras .
Por isso , um dia quando te apetecer dizer-me que fiz bem , eu já não precisarei dessas palavras .



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Palavras

PALAVRAS ... podem ser doces, suaves, amargas e ásperas ... 
... podem dizer-nos tudo ... como podem dizer-nos nada . 
A verdade é que são importantes . Quando pensamos em algo , definimos os nossos pensamentos com palavras, além de imagens . Quando pensamos em algo que possa ser importante , algo que tem um grande significado para nós , esses pensamentos continuarão a ser importantes apenas para nós , no entanto , se os exprimirmos por palavras eles poderão tornar-se importantes também para outros . Essa é uma das razões pela qual muitas pessoas escrevem , brincando com as palavras , usando-as , por vezes , com uma pitada de magia ou um q.b. de realidade , como se , juntas de uma receita se tratassem .
As palavras são a diferença entre a guerra e a paz . Todos os problemas são impossíveis de resolver se elas não existirem , seja pela boca de um surdo , como pelos dedos de um cego .
Algumas são difíceis de dizer , por significarem tanto ... essas podem deixar uma pessoa nua , apesar de ela estar coberta de roupa . Elas mostram o que somos e como somos , abrem-nos caminhos que nada mais abre e fecham brechas que nada mais pode fechar .
Têm tanto para dizer que é impossível dizer tudo . São indefinidas . 
No entanto ...

Definem-nos . Formam-nos . Mostram -nos .

Dolorosas , calorosas , são todas necessárias .



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pequeno Mocho



No meio da escuridão o pequeno mocho vê tudo o que o rodeia . Aos poucos o seu coração vai enchendo-se de tristeza, sente-se sozinho, perdido na noite e olha para o horizonte à espera do raiar do sol, que tarda em chegar com a esperança de que o pequeno mocho precisa para tentar fazer algo que deseja... O seu pequeno sonho é poder ficar acordado durante o dia e dormir durante a noite. Ele já não gosta da noite, sente-a a a engoli-lo, sente-se sufocado e uma tristeza pura desperta no seu doce coração . 
Sozinho, o pequeno mocho espera por uma mudança . Ele já sabe que o mundo está sempre a mudar e, por isso, espera que possa realizar o seu sonho ou que possa voltar a gostar da noite . 
Entretanto ele vai continuar a sentir-se perdido, como se não pertencesse nem a um mundo nem a outro. Até que o tempo passe e tudo volte a mudar e o pequeno mocho volte a encontrar o seu rumo .


(como? não sei ... apenas não queria...)

sábado, 19 de junho de 2010

Ingenuidade

As crianças são inocentes , principalmente porque são ingénuas , conclui a rapariga .
E então chega o seu entendimento e ela apercebe-se que há muito que não é inocente , mas que ainda é muito ingénua ... talvez metade do seu coração ainda seja o de uma criança ... ou talvez ela tenha uma incrível habilidade para acreditar . Mas acreditar em quê ? Pergunta a rapariga a si própria ...
A resposta surge rápida , como se sempre estivesse estado ali , dentro do seu ser : porque ela acredita sempre no bem que há nos outros , aliás ela prefere ver o melhor dos outros .
Daí surge o choque ... quando descobre coisas muito pouco inocentes sobre as pessoas com quem falou , com quem já conviveu há muito e pouco tempo ....

No final , a rapariga pensa : é a vida , e segue em frente .

pensamentos #1

... saudades do que foi , sentir o que é , esperar o que será ...

.... palavras que vêm à cabeça .

Nostalgia

É engraçado como de um momento para o outro a nostalgia pode aparecer . Sem um aviso , um sinal ... Ela vem e apodera-se da nossa mente , arrebata-nos deste mundo e leva-nos para o nosso recôndito interior .
Um local , um cheiro , uma música ou até um gesto pode tirar-nos do presente e levar-nos para um local longínquo , onde tudo já passou ... e o que restou foi a memória , essa doce e áspera parte da nossa mente que nos modela à medida que o tempo vai passando l e n t a m e n t e ou rapidamente .


E assim as velhas histórias voltam , pesadas , abatendo-se sobre a nossa realidade .

E então surgem as saudades ... amargamente leves e douradas do
que passou , do que nos fez felizes ... do que nos fez
sorrir suavemente e rir ofuscantemente .

E , por vezes com as saudades vêm as
lágrimas macias que correm
inesperadas e sozinhas
pela face.


O passado é o doce amargo da vida , mas é-nos essencial .


(esta é uma dessas músicas)



sexta-feira, 4 de junho de 2010

O que não muda

Eu mudei , mas de nada me serviu . Por mais confiante que fique , vou sempre ser magoada . Porquê ? Porque dou sempre mais de mim do que recebo .
E , por mais que mude e por mais confiante que fique , esta parte de mim nunca irá mudar , darei sempre mais do que receberei .
Isso assusta-me , porque diz-me que vou sofrer mais , todavia também sei que vou ficar bem sempre que isso acontecer ... Como ? Porque mesmo que não tenha o meu listener terei a minha própria pessoa . Ela chorará e por fim sorrirá , como sempre faz .
Ela será feliz !


"Life is too short to worry about nothing that's not worth the effort." by listener

Obrigado .



quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vida Amadurecida

O que pensas da vida? , nunca me fizeram esta pergunta, mas se fizessem eu tinha uma reposta. Provavelmente seria algo parecido com aquilo a que a minha professora de filosofia chama de opinião. Peço desculpa, mas ainda é apenas isso que eu posso ter, uma opinião.
Não sou filósofa nem cientista para falar filosoficamente ou cientificamente, mas penso que tenho vocabulário suficiente para mostrar a minha opinião.
Além disso e apesar de tudo, o mundo ainda é maioritariamente construído por opiniões, nunca ninguém consegue ter a certeza absoluta de algo, a não ser que tenha um truque ou que compreenda muitas coisas, por assim dizer.
Eu gosto de pensar na vida como uma rosa, com os seus espinhos ameaçadores. Porquê? Bem isso é simples.
Todos sabem que a vida de cada um tem obstáculos, algumas mais do que outras, mas isso não quer dizer que alguém tenha uma vida mais complicada do que a de outra pessoa. Eu acredito que NÃO se pode comparar vidas.
Cada pessoa é como é, tem a sua personalidade e a sua própria experiência de vida. Isto é o que nos distingue verdadeiramente, não a nossa aparência, mas o nosso interior.
Assim sendo, cada um vive a sua vida à sua própria maneira. A vida não é feita para as pessoas, é feita pelas pessoas.
Quando penso na minha vida, eu não acho que ela seja mais difícil ou mais fácil do que a dos outros. Apenas acho que vão ser as minhas atitudes que a vão tornar mais fácil ou mais difícil dependendo da forma como enfrento os espinhos que aparecem ao longo da rosa.
Neste momento, considero que as memórias que fiz no passado, faço no presente e farei no futuro, quer sejam de momentos difíceis ou momentos de felicidade, são todas importantes.
Não gosto de aplicar os termos felizes ou infelizes às memórias, porque ambas me fazem crescer e amadurecer, pelo que prefiro chamá-las de importantes.
Porque a vida é mesmo assim, é feita de momentos felizes e infelizes dos quais derivam memórias importantes, sempre significativas.
Mas viver não está apenas em recordar, mas em sentir o momento, quer seja feliz ou triste. Perante momentos de felicidade devemos aproveitá-los ao máximo, vivendo-os intensamente. Frente a momentos de tristeza, também devemos vive-los, ultrapassando-os com todas as nossas forças, sozinhos ou acompanhados, sempre aprendendo e crescendo.
Sempre estaremos acompanhados de alguém muito importante, o tempo, que corre depressa quando estamos felizes e devagar quando estamos infelizes. No entanto, é o único que nos ensina a viver.

verdade ...

"A Paz vem de dentro de ti próprio não a procures à tua volta."
Buda